PGMBM02

Poluição por Resíduos Tóxicos em Barcarena e Abaetetuba

Barcarena and Abaetetuba toxic waste pollution
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

As comunidades ribeirinhas em Barcarena e Abaetetuba têm sofrido os efeitos negativos da poluição causada pela mineração de alumínio por muitos anos. Agora, a população afetada está lutando pela responsabilização das multinacionais europeias que lucram com a poluição.

Cerca de 11 mil famílias do Pará buscam indenização pelos danos causados às comunidades de Barcarena e Abaetetuba. As vítimas foram expostas a resíduos tóxicos do processamento de alumínio, que podem causar problemas de saúde, como aumento da incidência de câncer, doença de Alzheimer, doenças de pele, problemas de estômago e diarreia.

O Município de Barcarena e as comunidades vizinhas sofreram um grande número de desastres ambientais graves nos últimos vinte anos que são consequência direta das atividades dos produtores de alumínio, incluindo pelo menos nove documentados pelo governo brasileiro. O número total é considerado muito maior pelas comunidades locais.

Por exemplo, durante um desastre em 2009, um depósito transbordou e a lama vermelha contaminou o rio Murucupi. Os níveis de alumínio na água eram até 73 vezes superiores ao normal e os níveis de outros elementos perigosos no rio, como o cádmio (ligado a várias doenças incluindo o câncer) e o cobre (que pode causar a morte de peixes), foram também superiores ao recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Da mesma forma, nos dias 16 e 17 de fevereiro de 2018, uma grande quantidade de lodo vermelho vazou, poluindo várias nascentes e rios e colocando os moradores em risco.

Rios e poços artesianos são a principal fonte de água nas regiões afetadas, o que aumenta a dependência da população do rio para sua subsistência, lazer e sustento.

Entre os reclamantes está um número significativo de quilombolas afro-brasileiros, descendentes de escravizados africanos trazidos para o Brasil, que escaparam de plantações, vilas e cidades e estabeleceram assentamentos na região. Muitos deles dependem dos cursos d’água do Amazonas e seus afluentes, com 1.831 assentamentos quilombolas oficialmente reconhecidos na Amazônia e 528 no estado do Pará.

As vítimas reclamam pelos danos materiais e morais decorrentes de violações de direitos difusos e homogêneos individuais.


VOLTAR